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[29 Sep 2008|05:32pm] |
There are very many things I would like to say to you, but i've lost my way and I've lost my words. There are very many places I would like to go, but I can't find the keyto open my door.
There are very many ways I would like to break the spell you've cast upon me. Because all the time I sacrificed myself to make you want me, has made you hant me.
The weight of my words - you can't feel it anymore...
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[19 Sep 2008|03:06am] |
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falando em sonho, hoje foi a vez de sonhar que ela me desprezava, mas bem, isso é verdade.
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[25 Jul 2008|02:12pm] |
Não sei se já falei o quanto meus sonhos tem sido estranhos.
Hoje sonhei que viajava para o Vietnam numa espécie de asa delta que mergulhava no mar, ia numa espécie de intercâmbio... depois que eu gnahava outro peixe pro meu aquário, que vinha numa caixa de plástico de brinquedo e um coelho branco de olhos vermelhos, e finalmente que eu viajava para a China em um avião enorme, mas não conseguia chegar no destino final (e essa parte é confusa - preguiça até de explicar).
São aqueles sonhos que te deixam curiosos e não dá vontade de acordar só pra saber o que vai acontecer, tentar entneder melhor...
Tenho sonhado em viajar o tempo todo.
weird.
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| ser o ator ou o personagem. |
[01 May 2008|01:51am] |
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music |
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The Magnetic Fields - I'll dream alone |
] |
the problem is that everytime I fell trapped, I wanna hit you, betray you, cry, hug you, kiss you, leave you and run away all at the same.
I wanna it all.
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| Você quer me esquecer? |
[13 Apr 2008|01:26am] |

[Eu tenho mesmo essa impulsividade que me dá vontade de gritar mesmo não tendo palavras e garganta pra expressar o que sinto. Eu sou louco, não tenho muito auto-controle, e me destruo até não sobrar nada além de memórias e mágoas.]
"And I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me."
P.S.: Sim, eu quero.
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| Copo vazio cheio d'água |
[01 Apr 2008|10:13pm] |
| [ |
music |
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Phillip Glass - Tearing Herself Away (The Hours Soundtrack) |
] |
Mariana acordou aquela manhã, como em todas as outras, pensando que embora não tivesse sono, não queria levantar. Olhou fixamente o teto de seu quarto por alguns minutos, quando a claridade começou a tomar forma, suspirou fundo e finalmente fincou os pés do chão, procurando no sinteco suas sandálias de algodão. Usava uma velha camisola branca de linho com detalhes bordados nas extremidades, vinda de uma famosa loja de Paris, na época em que Paris era Paris, que ganhou na festa de seu casamento quarenta e dois anos atrás em um casarão no Humaitá, que habitava suas memórias em sépia. Era manhã de Julho na serra, onde vivia há quase trinta anos e o frio batia na espinha, então pegou no cabideiro de magno o pullover rosa claro e salmão, bordado por ela mesma, assim como quase todos os outros tecidos da casa. Bordar era um dos passatempos que mais gostava, pois enganava as horas. Passando pela janela, caminhou até a penteadeira, pegou a escova dourada semi-enferrujada que herdou de sua falecida avó e foi aos poucos desembaraçando os longos fios loiros ondulados, que embora enbranquecidos e secos pelo tempo, continuavam belos e imponetes. A cada escovada, Mariana passava a se enxergar atenta no espelho a frente, em suas mãos manchadas com pequenas marcas do sol, saltavam grandes veias azuis. Sua pele era fina e flácida, seu pescoço era longo e em sua face estavam tatuadas as marcas de expressão que esboçou durante os sessenta e dois anos de sua vida, as rugas marcavam da boca aos cantos dos olhos, que suavemente passou a encarar. Seus olhos eram azuis, e esses ainda conservavam sua forma e cor, embora esboçassem uma friesa enigmática. Seu olhar curioso a questionava sem saber o que perguntar e do outro lado do espelho respondia sem saber o que declarar, e se olhando nos olhos não conseguiu se enxergar. Como quem insiste por uma resposta foi focando a vista em seus olhos, que embaçados perderam a definição e a forma. Sentiu mergulhar e caiu com suas mãos no chão em um corredor de altos muros de hera, seus pés pisavam em areia fina e clara, e sob sua cabeça brilhavam estrelas num céu que diria preto, se não soubesse que era azul. Olhou assustada ao seu redor e tinha apenas dois caminhos a seguir, o de trás ou o da frente. Desesperada para sair dali, escolheu o caminho da frente por não gostar de voltar e do que poderia encontrar no caminho de volta, foi caminhando pé ante pé em frente, buscando inúltilmente uma luz que indicasse a saída. Depois de muito andar, o corredor deu-se em outro corredor mais curto, a esquerda, e outro e mais outro com dois caminhos, escolheu o da direita e percebeu que alí não havia saída. Sentiu-se presa, um nó desceu um sua garganta ao virar o pescoço; viu que era necessário voltar. Saiu do corredor com o coração a mil, sentia a mão trepidar e no corredor anterior apressou o passo para o caminho da esquerda, quando percebeu que esse também parava em uma parede de hera. A primeira lágrima caiu dos seus olhos sem piscar, e dessa vez ao voltar, girou em círculos, tentou empurrar as paredes, fez menção de gritar e sua voz não saiu. Impotente, correu querendo deixar em seus rastro suas angústias, e foi cruzando corredores e corredores, tendo que voltar outros tantos corredores já percorridos e sem saída, correu cada vez mais rápido buscando liberdade em sua prisão, continuou desesperadamente até dar no que parecia ser o centro do labirinto que dava não para dois, mas para uns quarenta corredores de hera, em seu centro estava uma fonte de pedra. Sem pensar, sem saber o motivo ou o que fazer sentou-se fatigante em sua beirada e olhou de relance até contemplar, a água que movia lentamente em aros que se abriam com o cair de uma gota de suor ou lágrima, refletir o céu, as estrelas, a lua que iluminava seu rosto, suas marcas, seu olhos, e parou em um olhar de espanto indecifrável. Suas pupílas curiosas a questionavam sem saber o que perguntar e respondiam em seu reflexo sem saber o que declarar, se olhando nos olhos não conseguiu se enxergar. Sua vista ficou sem foco e quando deu por sí, estava onde nunca havia saído, sentada em frente a sua penteadeira, escovando os cabelos e fitando em seus olhos uma angústia sem resposta, uma curiosidade enigmática.
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| let me out... |
[27 Feb 2008|01:19am] |
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music |
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Damien Rice - Rootless Tree |
] |
As vezes eu tenho uma vontade incontrolável e covarde de fingir minha morte só para ter o sadismo de ver a reação dos outros. Esse é o meu sentimento que mais denota o quanto eu posso ser narcisista e vingativo, e talvez esse seja o meu desejo mais viceral e cruel, mas mais cruel comigo mesmo, não ao perceber que agindo assim eu estaria magoando pessoas queridas, mas principalmente pelo fato de não magoar tanto elas o quanto eu gostaria.
As poucas experiências que eu tive, fazendo jogo de ou eu ou ele eu saí perdendo, todas as vezes que ameacei ir embora achando ser essa a minha maior carta na manga, fui deixado na dúvida com o descaso dos ameaçados e agora que fui embora, e morri de certa forma, perdi o jogo e vi que não é nada demais. Morrer não vai me matar, mas é incrível como a morte dos outros me mata.
Uma parte de uma música das favoritas se despede por mim em alto e bom tom:
Oh, that wasnt what I meant to say at all From where Im sitting, rain Falling against the lonely tenement Has set my mind to wander Into the windows of my lovers They never know unless I write
This is no declaration, I just thought Id let you know goodbye Said the hero in the story It is mightier than swords I could kill you sure But I could only make you cry with these words
bem, talvez nem isso.
So fuck you, fuck you and all we've been through
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[25 Feb 2008|11:36pm] |
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Eu devia escrever durante minhas longas e solitárias caminhadas, momentos de solidão voluntária e auto-conforto. É em cada passo dado que eu fecho meu caixa, faço o balanço do dia em meio a conclusões inacabadas, esquecidas logo em seguida e trivialidades, que eu divago. Faz anos que eu parei de pensar obviamente e obcessivamente nas coisas, pensar na vida geralmente tem sido levado como uma receita de bolo, e as lágrimas que lavam a alma tem sido cada vez menos constantes e mais inesperadas (e rápidas). A verdade é que eu não sei onde fui me guardar, me sinto perdido dentro de mim, em algum lugar entre as contradições, a multipolaridade seguida de mudanças bruscas e montantes de sentimento ou sua ausência. A verdade é que eu perdi a lógica e há muito minha impulsividade e sentimentos vicerais e impessoais, cruelmente humanos, têm me guiado, dominado minhas ações, eu hoje sou uma pessoa transparentemente ambígua, o que me torna, como torna minhas sensações cada vez mais difíceis de serem decifradas, entendidas, definidas, concluídas... Às vezes me procuro em choro seco, e nesses dias em que quero sair e não me acho, as lágrimas não derramadas são as mais sinceras que chorei.
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[02 Feb 2008|04:38pm] |
I saw myself leaving today As a hasty landscape escaped from my sight and I rolled down the window I held the branches of trees invading the car in the blink of an eye I felt the sun burning my face, I still have some leaves pressed tight in my hand smells like trees as I opened my fingers I let the leaves fly away, the wind blew your hair and your smell brought me broken memories I cannot recall of bittersweet smiles and as I tried to understand the images in my mind I saw it all once again for the last time and you dripped tears of goodbye through the rain of my eyes.
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| amores de amora. |
[30 Jan 2008|09:01am] |
Existem coisas que merecem ser deixadas pra trás, no passado, guardadinho naquele tempo que não volta mais. O relógio vai girando e levando em seus segundos um último suspiro de vida, cada palavra pensada vai morrendo, e as poucas coisas registradas servem como reforço de que aquilo passou.
As pessoas passam uma para as outras, dissolvem-se na ampulheta junto com areia. Quando muito, sobram do outro memórias em fotos, cartas, palitos de picolé, embrulho de chocolate, todo tipo de bugingangas jogadas numa caixa velha.
É ali que fica o testemunho de amores perdidos, amores de outrora, amores raros, amores frios, amores ácidos, amores de amora.
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[29 Jan 2008|03:36am] |
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como esquecer o segundo dia de fevereiro?
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[01 Jan 2008|06:23pm] |
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Hoje vi fogos de chuva de prata de dissiparem no céu como estrelas mudando de constelações. Que essas constelações guiem os rumos do destino.
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[25 Dec 2007|06:07am] |
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mood |
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por falta de opção |
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music |
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Garbage - Only Happy When it Rains |
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é aquela cena clássica, o cara tá viajando a noite, seu pneu fura em um lugar deserto a noite, não aparece ninguem para ajudar, a gasolina acabou, não tem step, e quando ele pensa que chegou no fundo e diz - é, pior não pode ficar - começa a chover.
Mas tudo bem, eu sempre gostei de chuva...
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| conversa de bêbado. |
[21 Dec 2007|11:12am] |
Você já se sentiu como se a vida te enganasse? Como se ela te passasse a perna aos pouquinhos e colocasse certas pedras no teu caminho? Pois é amigo, a verdade é que em nosso dia a dia passamos por certas travessuras aprontadas pelo destino que nos coloca em situações difíceis, algumas até insuperáveis que nos fazem renascer aos pouquinhos, de uma forma discreta, até imperceptível.
Porque a gente não morre pra isso, mas pra superar certas coisas precisamos nascer de novo. E ai a gente vai mudando, se tornando cada vez mais diferente do que pensavamos ser. Alguns lamentam, outros comemoram, consideram uma evolução, um crescimento. Pois é, talves crescimento exija um sepultamento de si próprio, de sonhos e valores antigos, cada dia a gente morre e nasce aos pouquinhos. Mas a gente supera, supera até essa conversa de bêbado e é claro, os erros de português.
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[04 Dec 2007|06:03pm] |
"O mistério existe na ausência das banalidades e no acaso do tédio."
O pequeno João era diferente dos outros meninos, era magrela e usava óculos, enquanto os garotos de sua classe usavam gel no cabelo e no auge dos seus 12 anos azaravam as gatinhas. No recreio, enquanto os outros reproduziam o movimento social imposto pelos mais velhos, Joãozinho geralmente sentava nos lugares ignorados, como parapeitos de janelas e becos escondidos. Seu lugar favorito era entre a sombra e o sol, comendo seu lanchinho. Lá, ele lia livros e quadrinhos, aqueles sobre super-heróis, que seus colegas costuvam ver só no cinema e traziam estampados em suas camisas da última viagem ao exterior. O que Joãozinho mais gostava nos super-heróis, diferente de seus amiguinhos (como chamava sua mãe), não era simplesmente suas forças extraordinárias e seus poderes especiais, o que Joãozinho realmente gostava, era do fato que os verdadeiros heróis, os autruístas que salvavam a humanidade, não eram os caras fortes e populares da escola, e sim o menino quietinho e calado, excluido e constantemente zoado que passava o recreio sozinho, lendo seus quadrinhos...
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[23 Nov 2007|04:01pm] |
Eu me traduzo num emaranhado de coisas subjetivas que nem mesmo entendo.
O mundo dá voltas cada vez mais rápido, com pressa para acabar, mas sempre existirá 29 de Fevereiro para colocar tudo de volta nos eixos.
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[11 Nov 2007|04:20am] |

Minha bússula tem forma elíptica, em que foco estou? Devo seguir o raio mais próximo, quando quero o mais distante?
"A elipse tem a propriedade de que a bissectriz do ângulo formado pelos dois focos e por um ponto qualquer da elipse (como vértice) é perpendicular à tangente à elipse nesse ponto.
Como consequência, qualquer raio luminoso ou onda sonora, que parta de um dos focos, será reflectido pela elipse na direcção do outro foco."
E cá estou eu de novo, no centro do esferóide, brincando com teorias geométricas que nem entendo...
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| vivendo a vida em πR2 |
[11 Nov 2007|04:04am] |
(corrigindo...)
Sigo bússula de mil ponteiros, cada um aponta uma direção. Me sinto preso ao centro, vejo o mundo girar do meio da circunferência, não sei que raio seguir, que caminho percorrer, decisões tomar.
E assim, o círculo dá voltas e permaneço no centro.
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| Navegador dos céus e mares. |
[11 Nov 2007|01:39am] |
Lendo blogs alheios por aí, vi que cada pessoa segue um estilo, uma tendência, mas será que eu tenho uma maneira peculiar de escrever? Algo que alguem diga; "Nossa, isso é tão Eriquiano" ou coisa do gênero? E ai eu simplesmente acho que não. A cada dia que passa eu vou mudando aos pouquinhos, e de certa forma eu criei um bloqueio de me expor por aí, meu maior hobby se tornou meu maior medo, de olhar pra trás e sentir meu rosto corar e pensar, será mesmo que eu era assim?
A verdade é que eu sou mesmo muito suscetível a mudanças, e muito influênciável, por assim dizer. Mas eu gosto da liberdade de ir e vir, de seguir por aí caminhos e tendências e depois mudar de rumo, direção. Sou influênciável sim, mas só pelo que me cabe e se adapte a mim, me desperte interesse, me renove...
Minha bússula gira pra cima e bra baixo, não só para os lados. Ela é quebrada sim, mas quando as voltas do ponteiros não me fazer andar em círculos, vou parar em novos lugares, inusitados, só meus.
Lugares que posso fincar bandeira e dar nome as coisas.
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| Burlar la lei. |
[08 Nov 2007|01:25pm] |
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mood |
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talvez |
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music |
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Te ofereço amor, te ofereço paz... |
] |
Hoje em dia me faltam palavras, palavras para decifrar meus pensamentos, e até chôro, para aliviar uns sentimentos. Antes tudo era resumido em linhas, letras e lágrimas. Hoje não sei mais como ou por onde, eis que começo sem o compromisso de chegar ao fim. Sem o compromisso, talvez, porque não adianta finalizar o que não agrada, e talvez seja melhor começar tudo de novo, mesmo que o tempo e esforço perdido tenha sido demasiadamente grande e eu esteja assim, um pouquinho atrasado no dever cronológico imposto por essa sociedade nada construtivista. Já me perdi em pensamento e nem sei se esse, como diversos textos descartados, chegará ao fim, mas o sistema é assim, e nunca é fácil mudá-lo. Mas nossa, eu bem sei que nem vivo dentro dele, aqui dentro da caixota as coisas são por demais 'salvadalianas' e cada vez menos a lógica comum faz sentido, portanto sigo mesmo as ordens invertidas. Quem sabe no final, não será melhor acabar começando, por mais que agora "ainda é cedo amor, mal começaste.." eu começe acabando? Será que sou Atlanta? Talvez seja mais fácil varrer as cinzas e ter terreno limpo do que pintar casa de taipa. Mas talvez eu não seja senhor do tempo, nem dono da verdade, mas com certeza, talvez eu seja dono do meu sistema, autor do meu roteiro, portanto, decreto greve as circunstâncias, e coloco minhas paredes em chamas. Talvez eu fique sem teto, mas o que eu sempre gostei mesmo, foi de chuva. Sem paredes quem sabe meu lar não seja em 360? Sem barreiras, sem fronteiras, e agora eu vou rimar, ou não, talvez eu não queira em versos me acorrentar, hoje meu teto, é o chão do Japão.
Meu futuro me aguarda, entre os morros e a Guanabara.
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